País registra redução no sub-registro de nascimentos e de óbitos
O Brasil registrou, em 2024, o menor percentual estimado de sub-registro de nascimentos desde o início da série histórica, em 2015. O dado faz parte das Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, o percentual estimado de sub-registro de nascidos vivos foi de 0,95% em 2024. Além de ser o menor índice da série histórica, esta foi a primeira vez em que o indicador nacional ficou abaixo de 1%. Em 2015, quando a série teve início, a taxa era de 4,21%, o que representa uma redução de 3,26 pontos percentuais no período.
A queda também foi observada no sub-registro de óbitos. Em 2024, o percentual estimado de mortes não registradas foi de 3,40%, também o menor da série. Em 2015, esse índice era de 4,89%.
Apesar do avanço nacional, os dados mostram que o acesso ao registro civil ainda apresenta desigualdades. Entre os nascidos vivos de mães com menos de 15 anos, o percentual de sub-registro chegou a 6,10%, o maior entre as faixas etárias analisadas. Já o menor índice foi registrado entre mães de 35 a 39 anos, com 0,63%.
A redução do sub-registro reforça a importância dos Cartórios de Registro Civil para o acesso à cidadania e para a construção de dados públicos mais precisos. O registro de nascimento é o primeiro documento da vida civil e permite o acesso a direitos básicos ao longo da vida. Já o registro de óbito contribui para que o país tenha informações mais completas sobre sua população, auxiliando também na formulação de políticas públicas.
Fonte: Assessoria de Comunicação SINDIREGIS com informações de Diário Digital